Cláudio Jaborandy, de 'Viver a vida', fala sobre o mau humor de Onofre

Sábado, 30/01/2010 - 13:26h
Divulgação/TV Globo
Cláudio Jaborandy, que vive o bronco Onofre, em 'Viver a vida'
Mesmo acostumado a trabalhar mais com cinema, Cláudio Jaborandy tem chamado atenção do público também no horário nobre da Rede Globo, ao interpretar o bronco Onofre, da novela “Viver a Vida”. Em conversa com o TE CONTEI, o ator falou sobre a reação do público ao “mau humor patológico” de seu personagem.

“Olha, agora eu tenho recebido desaforo como elogio. As pessoas me falam: 'Mas você é difícil, hein, rapaz?'”, brinca ele, afirmando que não raramente é reconhecido nas ruas. “Tem outras que ficam surpresas ao me conhecer e falam que eu não tenho nada a ver com ele”, diz o boa praça Jaborandy, defendendo o humor escondido por trás da maioria dos sujeitos mal encarados.

“O Onofre nunca está satisfeito com nada! Reclama de tudo”, diz ele, relembrando a cena em que sua filha na ficção, Soraia, vivida pela atriz Nanda Costa, diz que vai presenteá-lo com um aparelho de ar-condicionado. “Ele é do tipo que responde: ‘Pra quê? Não quero, não! Só vai aumentar minha conta de luz’. Na verdade, o Onofre é um cara que ama errado”, diverte-se ele, afirmando que as ruas estão cheias Onofres, “perdidos na vida”.

Cláudio, no entanto, parte em defesa de seu personagem, dizendo que esta é a única forma como ele consegue demonstrar carinho. “Ele é o tipo de cara conservador, acostumado a ser o provedor, que se nega a entender que os filhos cresceram. Imagina, para ele, como deve ser pegar a filha na cama?”, afirma, fazendo, em seguida, observações sobre os companheiros de cena.

“Temos muita cumplicidade. A Nanda é muito corajosa aquela menina”, frisa, sobre a cena em que pai e filha trocam tapas durante uma briga. “A gente recebe o roteiro e quer entrar logo em cena para jogar. Por isso é tudo muito real”, conta, elogiando o trabalho do autor e dos redatores. “O Manoel Carlos é muito presente. Tem gente que implica com o fato de novela ser muito corrido, mas eu adoro. Fica atual”, diz ele, que, pelo menos, uma vez por semana, sai de sua casa em São Paulo, com uma mala considerável, sabendo que as gravações no Rio de Janeiro podem se estender por dias.

Mesmo com mais de duas décadas de profissão, e muitos trabalhos no teatro e em curtas e longas-metragens, Cláudio se considera um sortudo e abraça com vontade o personagem na TV. “O Onofre é marcante. Sou mais de cinema, então é tudo muito novo e agradável. Estou curtindo muito”, afirma.

Entre seus trabalhos mais recentes na televisão, estão pequenas participação em novelas, minisséries e seriados, como "Da Cor do Pecado", "Celebridade", “Carga Pesada” e "Amazônia" e “JK”. Nas telonas, Cláudio atuou em "Latitude Zero", como protagonista, em 2001, além de ter assumido papéis importantes também "O Caminho das Nuvens", ao lado de Wagner Moura e Cláudia Abreu, em 2003, e “O Céu de Suely”, de 2006, com Hermila Guedes.


Por Roberta Santiago, do Te Contei

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