Evento arrecada fundos para a Sociedade Viva Cazuza, no Rio

Sábado, 12/09/2009 - 09:02h
Reprodução/Reprodução
Lucinha Araújo

O começo deste fim de semana foi marcado pelo esforço e solidariedade de um grupo de 12 voluntários, que, através da internet, promoveram o Twestival. Trata-de se um evento criado na Inglaterra que tem por objetivo arrecadar fundos e doá-los para instituições de caridade. Ao contrário da primeira edição, nesta segunda, no Rio de Janeiro, realizada na última sexta-feira, 11, os participantes puderam escolher o destino da renda.


A contemplada desta vez foi a Sociedade Viva Cazuza, referência nacional no tratamento e prevenção contra a AIDS, que vem atravessando uma grave crise financeira. “Nós escolhemos a Sociedade porque achamos que ela é a cara do Rio. Há um mês, fizemos a proposta à coordenadora, montamos uma 'vaquinha on-line' e começamos a arrecadação”, contou Cláudia Catherine, uma das articuladoras da ação, que aconteceu no restaurante Estação República, no histórico bairro do Catete.


A ideia foi promover um “encontro offline” entre os envolvidos, que costumam se relacionar virtualmente. “É raro a gente se ver, por isso organizamos um happy hour, em que todos pudessem interagir. Quem passou por lá teve acesso aos computadores e pôde fazer a doação através da nossa 'vaquinha online'”, completou Cláudia, que, uma hora antes do início do evento, já contabilizava cerca de R$ 2.300 em arrecadações.


Localizada no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul carioca, a casa dá abrigo, cuidados médicos, educação e proteção a 21 crianças, além de ajudar, indiretamente, cerca de 140 pacientes da rede pública, que são monitorados e encaminhados para a instituição, onde ganham remédio e apoio social.


“Nós sobrevivemos, basicamente, dos direitos autorais das músicas do Cazuza. É natural que essa verba vá diminuindo com o tempo. Em segundo lugar, acho que a AIDS está fora de moda. Perdemos espaço na mídia para questões como violência urbana e o câncer”, afirmou Christina Moreira, coordenadora da instituição do lado de Lucinha Araújo, mãe do músico, que morreu vítima da doença em 1990, aos 32 anos.


Segundo Christina, depois que o apoio dado pelo governo federal foi cortado, qualquer quantia e toda forma de doação são bem-vindas. Quem estiver interessado em aderir à causa, pode visitar a casa, que fica aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, ou obter mais informações através do site www.vivacazuza.org.br.

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Por Roberta Santiago, do Te Contei

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