Atores comentam as disputas das mulheres pelos homens de 'Viver a Vida'

Domingo, 28/03/2010 - 13:27h
Celso Akin - AgNews/Divulgação
Três dos homens disputados de Viver a Vida: Bernardo, Jorge e Gustavo
Em "Viver A Vida", as mulheres criadas por Manoel Carlos encantam o público por sua força e, sobretudo, seu destemor, pois estão sempre prontas para defender seus princípios e lutar pelo que é seu. Na reta final da novela, um motivo em especial vem despertando nelas seus mais profundos instintos de batalha: o amor. Entre desentendimentos, crises de ciúmes e muito bate-boca, as personagens disputam seus pares com unhas e dentes, mas quem fica com quem ainda é um mistério. O TE CONTEI conversou com alguns dos protagonistas destas histórias para saber se eles acham que, como na trama, vale tudo no amor e na guerra.

A começar pelo núcleo de Búzios, a amizade entre as primas e, agora, ex-cúmplices Dora (Giovanna Antonelli) e Soraia (Nanda Costa) ficou estremecida depois que a mãe de Rafaela (Klara Castanho) resolveu passar uma temporada na casa de Helena (Taís Araújo) e Marcos (José Mayer), deixando Garcia (Mário José Paz), aos cuidados de Soraia. Foi quando, entre um tango e outro, a irmã de Flávio (Leonardo Miggiorin) percebeu que o bondoso argentino tinha todos os predicados para promover uma melhora em sua vida.

Para Mário José Paz, a disputa entre as primas pelo maduro Maradona é perfeitamente normal, já que o personagem passa a tão desejada segurança que as mulheres esperam de um homem. "Por sua natureza de defender a família, me parece natural elas saberem "defender o terreno". Acho divertido um homem mais velho como o Garcia estar sendo disputado por duas jovens. Mas acredito que o personagem seja especial para as moças por ser um homem honesto com a vida e com seus sentimentos. Seria ótimo para o Brasil dos dias de hoje que, pelo menos na novela, triunfem a honestidade e a sinceridade. Espero que o Maradona conquiste o amor de Dora", torce o ator.

O clima entre as primas leblonianas Betina (Letícia Spiller) e Malu (Camila Morgado) também não é dos melhores. Um dos momentos mais quentes da disputa da dupla por Gustavo (Marcelo Airoldi) aconteceu ainda no início da novela. Cara a cara com a jornalista, a mulher do mulherengo disse, em alto e bom som, saber que de santo o marido não tinha nada, e acusava Malu de nunca dar um fim às cantadas insistentes do executivo. Já a personagem de Camila Morgado, sem perder o rebolado, rebateu a acusação de Betina, alertando que ela deveria cuidar mais do marido, que andava ciscando pela vizinhança, sinal de que estava lhe faltando alguma coisa dentro de casa.

O ator Marcelo Airoldi, cujo personagem é pivô do quebra-pau familiar, empresta seu ponto de vista masculino à história e defende o bom senso da classe: "Acho que as pessoas, no fundo, querem se sentir queridas. Não acredito que os homens gostem de ser disputados desta forma, a ponto de virar um barraco".

Ainda no clã, a "lolita" Clarisse (Cecília Dassi) não nega ter herdado o sangue quente da mãe, Betina. Ao perceber que Bernardo (Bruno Perillo), seu namorado e dono do restaurante Gengibre, tem sido alvo dos olhares da maliciosa e experiente Alice (Maria Luiza Mendonça), não pensou duas vezes e chamou a rival para conversar e, assim, demarcar o terreno. Bruno Perillo acredita que, para alguns homens, ser disputado por duas ou mais mulheres é uma massagem no ego e que, inconscientemente, eles podem desejar ver este tipo de conflito vir à tona. "Toda essa atenção que você recebe acaba fazendo bem para o ego. Acho que no fundo este é o tipo de cena que todo homem gostaria de ver", confessa.

Os barracos na trama de Maneco não têm poupado nem os ambientes de trabalho. Após a discussão de Clarisse e Alice em pleno Gengibre, o tempo fechou no hospital dirigido por Doutor Moretti (Lionel Fischer) quando Ricardo (Max Fercondini) assumiu o namoro com a irritante Isabel (Adriana Birolli), que não perde a oportunidade de alfinetar Ellen (Daniele Suzuki), a ex, dizendo que o obstetra tem sido mais feliz ao seu lado.

Max Fercondini conta que, assim como seu personagem, já foi motivo de briga entre duas meninas na adolescência, mas, ao contrário de Ricardo, que tem adorado ver o circo pegar fogo, ele prefere promover a paz e não a discórdia: "Quando era adolescente, no litoral de São Paulo, passei por uma situação muito engraçada. Duas meninas que nem cheguei a namorar brigaram feio, a ponto de gerar o maior comentário na cidade. Na época fiquei chocado com o que aconteceu, mas, hoje, acho engraçado ter sido disputado".

A personagem de Adriana Birolli, segundo Max, não tem feito nada de mais. A esta altura do campeonato, o ator nem sabe mais se torce para que Ricardo reate o namoro com Ellen ou continue com Isabel: "Eu já fiquei muito dividido. Antes eu pensava que o Ricardo deveria voltar com a Ellen, hoje vejo pelo lado positivo o relacionamento dele com a Isabel. Certa vez ela disse que era mais interessada nas coisas do Ricardo do que a Ellen, e esta fala me chamou a atenção. Como espectador, vejo que a Isabel não tem feito nada de errado. Mas tenho percebido que a Ellen pode vir a ceder. As pessoas são difíceis de ceder. A Ellen é bem teimosa e o Ricardo tem se divertido com a situação".

Outro ringue no horário nobre é o escritório de arquitetura de Jorge (Mateus Solano), que serve de pano de fundo para os desentendimentos entre Suzana (Carolina Chalita) e Paixão (Priscila Sol). A estagiária tenta conquistar o coração do chefe através da amizade, enquanto a sócia tenta queimar o filme de Paixão com Jorge e, assim, afastá-la de vez de seu amado platônico. Recentemente, o tabuleiro ganhou mais uma dama, a garota de programa Myrna (Aline Fanju), que tem consolado o arquiteto após o fim de seu noivado com Luciana (Alinne Moraes).

Como um político da boa vizinhança, Mateus Solano não revela preferência por nenhuma das três, pois o importante, segundo ele, é que a eleita o faça feliz: "Torço para o Jorge ser feliz e relaxar. Myrna traz um colo, Suzana traz um fogo e Paixão, amizade e ternura. Só o Maneco é quem sabe! Mas, qualquer que seja a moça, penso que ela teria que tomar a iniciativa, porque o Jorge vive meio preso dentro de si. Acho que qualquer ser humano, homem ou mulher, gosta de se sentir desejado. Mas ser disputado é outra coisa. Se há disputa, há vencedores e perdedores, o que implica em sofrimento. E aí não é legal".


Por Renata Trindade, especial para o Te Contei

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