Caio Junqueira fala de seu papel na novela 'Ribeirão do Tempo'

Quinta, 18/02/2010 - 07:04h
Felipe Panfili e Philippe Lima/AgNews
Caio Junqueira
 
O filme "Tropa de Elite" (2007), de José Padilha, foi um divisor de águas na carreira de Caio Junqueira, que, após interpretar o aspirante Neto, ganhou uma enorme projeção nacional, mesmo depois de 24 anos de carreira. O sucesso do polêmico longa continua a lhe render frutos, e agora ecoa na TV. No folhetim "Ribeirão do Tempo", da Rede Record, com estreia prevista para março, o ator ganha seu primeiro papel como protagonista em novelas.

Para ele, que vem de uma linhagem de artistas, essa missão será cumprida com o mesmo afinco que tem destinado a todas as suas atuações: "Independentemente de ser protagonista ou não, sempre me dediquei totalmente a todos os trabalhos, seja na TV, no teatro ou no cinema. Nunca me importei com o tamanho ou o formato do personagem: a dedicação sempre foi e sempre será a mesma".

Filho do ator e diretor Fábio Junqueira, falecido em 2008, Caio encontrou no pai referências que moldaram sua personalidade como homem e profissional. Ele fala com orgulho daquele que foi sua fonte de inspiração: "Meu pai sempre foi a minha maior influência, como homem, como educador e como ator. Praticamente nasci no teatro e sempre acompanhei o trabalho dele. Comecei a atuar com 7 anos e esta profissão latejava no meu coração. Estudei música, toco piano e bateria, e tive algumas conquistas interessantes. Na carreira de ator, tive altos e baixos, como todo mundo tem em qualquer profissão. De alguns anos pra cá, tenho conquistado a minha estabilidade. Sempre amei fazer o que faço. É o que eu sempre quis e me sinto realizado".

Não é só no campo profissional que o ator dispõe de total dedicação. Quando o assunto é o coração, Caio revela com exclusividade ao TE CONTEI ser um autêntico romântico, do tipo "para casar". Ele diz: "Sou um homem muito romântico porque, quando me apaixono, toda a minha sensibilidade fica à flor da pele. Sinto prazer em dar amor e demonstrar o quanto amo. Se a mulher for interessante, faço o que for preciso", conta ele, que está solteiro.

Leia a seguir a entrevista na integra.

TE CONTEI: Como será seu personagem em "Ribeirão do Tempo"?
CAIO JUNQUEIRA: Meu personagem se chamará Joca. Ele começará na trama como guia turístico da cidade Ribeirão do Tempo. Existe uma empresa que pretende torná-la um balneário turístico. O Joca fará um curso de detetive por correspondência para desvendar os mistérios que aparecerão na cidade. Ele viverá um romance incomum, no estilo "A Dama e o Vagabundo" (clássico dos estúdios Disney), com a socialite Arminda (Bianca Rinaldi), que não saberá por que se apaixonou por um caipira, um mocinho meio atrapalhado, que vai aprontar muito durante a novela.

TC: Em que pontos você se identifica com Joca?
CJ: Como eu, ele é um cara do bem, que está sempre querendo fazer as coisas da melhor maneira possível. Todo ator sempre empresta um pouco de sua personalidade para seus personagens, comigo não é diferente. Para o Joca, doo o meu humor, a minha sensibilidade e a vontade de fazer as coisas certas.

TC: Quais são suas expectativas para estrear em uma novela como protagonista?
CJ: As expectativas para este novo trabalho são as melhores possíveis. Estou trabalhando com dois homens que admiro muito: Edgard Miranda, que lutou muito para que eu fizesse parte do elenco, e confio muito no texto do Marcílio Moraes, que conhece os atores para quem ele escreve. Acima de tudo, eles viram a minha qualidade de ator. Independentemente de ser protagonista ou não, sempre me dediquei totalmente a todos os trabalhos, seja na TV, no teatro ou no cinema. Nunca me importei com o tamanho ou o formato do personagem: a dedicação sempre foi e sempre será a mesma.

TC: Em "Ribeirão do Tempo", Joca se apaixonará por Arminda (Bianca Rinaldi), uma mulher muito moderna, que não faz parte do universo dele. Você acredita que esses contrastes podem deixar a relação mais interessante na vida real?
CJ: Os contrastes entre pessoas de universos diferentes só têm a enriquecer a relação, porque isso foge do par comum, da mesmice. Para o amor não existem fronteiras, regras ou fórmulas. Você se apaixona e pronto, independentemente da classe social da pessoa.

TC: Você já se apaixonou por alguém muito diferente de seu estilo de vida? Como foi? Foi muito difícil lidar com as diferenças?
CJ: Sim, claro. Já me relacionei com uma mulher mais velha do que eu e com outras que não tinham nada a ver com o meu trabalho. Em todos esses relacionamentos me saí bem porque a própria relação nos ensina a lidar com as diferenças, e amadurecemos cada vez mais.

TC: Você já declarou em entrevistas que teve um grande amor, a atriz cubana Laura Ramos, e que sonha em casar e ter filhos. Está prestes a tornar o seu sonho realidade?
CJ: Digamos que estou no caminho para que isso aconteça. Estou solteiro, mas não estou morto (risos). Sou um cara família e quero perpetuá-la. Tenho como modelo o seio em que fui criado. Quando criança, meus pais se separaram e, desde cedo, eu tive duas famílias: da parte da minha mãe e da parte do meu pai.

TC: Você se considera um homem romântico? Por quê?
CJ: Sou um homem muito romântico porque, quando me apaixono, toda a minha sensibilidade fica à flor da pele. Sinto prazer em dar amor e demonstrar o quanto amo.

TC: O que você já fez por amor?
CJ: Se sinto que a mulher é interessante, faço o que for preciso. Já fui diversas vezes ao exterior só para estar perto de uma antiga namorada que morava lá (Laura Ramos).

TC: Você vem de uma família de artistas: é filho do ator e diretor Fábio Junqueira e irmão do ator Jonas Torres. Eles o influenciaram para seguir a profissão ou a decisão partiu de você? O que cada um deles contribuiu para a sua carreira?
CJ: Meu pai sempre foi a minha maior influência, como homem, como educador e como ator. Praticamente nasci no teatro e sempre acompanhei o trabalho dele. Comecei a atuar com 7 anos e esta profissão latejava no meu coração. Estudei música, toco piano e bateria, e tive algumas conquistas interessantes. Na carreira de ator, tive altos e baixos, como todo mundo tem em qualquer profissão. De alguns anos pra cá, tenho conquistado a minha estabilidade. Sempre amei fazer o que faço. É o que eu sempre quis e me sinto realizado.

TC: Você atuou em grandes filmes brasileiros com grande repercussão internacional, como "Central do Brasil" e "Tropa de Elite". Isso lhe despertou o desejo de investir em uma carreira internacional?
CJ: Em primeiro lugar, quero conquistar muita coisa aqui no Brasil. O sucesso internacional virá como consequência dos trabalhos que faço no cinema brasileiro, que é meu maior projetor no exterior. "Tropa de Elite" chegou no momento em que estava com a minha carreira estabilizada e me deu grande reconhecimento nacional. Não tenho ideia em que espaço me encaixaria no cinema estrangeiro. Com certeza, galã é que não seria, porque me considero um ator e nunca me estruturei em um cargo artístico.

TC: Como você lida com o assédio dos fãs?
CJ: Adoro estar perto do público. É um relacionamento de troca muito importante: eu dou o meu trabalho e os fãs retornam com todo esse carinho, que me impulsiona a fazer o meu trabalho cada vez melhor. Tem um grupo de meninas que criou um blog em minha homenagem e lá postam tudo sobre a minha carreira, coisas de que eu nem lembrava. Acho isso fantástico. Não me incomodo em tirar fotos e distribuir autógrafos. Não sou do tipo de artista que se isola e ignora o carinho do público.

TC: Além da novela, quais são seus projetos profissionais para este ano?
CJ: A novela é minha prioridade e vai ocupar todo o meu espaço até outubro. Tenho um projeto para o teatro em vista, mas não posso dizer qual é porque ainda não comprei os direitos autorais e, de repente, alguém pode descobrir e comprar na minha frente. Por isso, por enquanto, é segredo.

Por Renata Trindade, especial para o Te Contei

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