Duas visões sobre uma mesma 'Gorda'
Quinta, 24/09/2009 - 07:02h
Rodrigo Castro/DivulgaçãoFabiana Karla sozinha e com o elenco da peça Gorda
Fabiana Karla e Flávia Rubim são rivais no palco. Na peça "Gorda", que estreia nesta quinta-feira, 24, no Teatro das Artes, na Gávea, no Rio de Janeiro, as atrizes interpretam Helena, a personagem-título, e Joana, que perde o namorado para a protagonista. Em conversa exclusiva com o TE CONTEI, as duas falaram sobre o espetáculo, as lições aprendidas com o texto e principalmente, a importância da abordagem de um assunto muitas vezes vetado na sociedade, o preconceito.
Para Fabiana, o preconceito nunca esteve presente em sua vida, mesmo com os quilinhos a mais. "Eu nunca sofri, por incrível que pareça. Nasci e me criei com minha família me amando, meu pai me dizendo que eu era linda. Acho que fiquei mal acostumada. (Risos)". Já para Flávia, a realidade não foi a mesma. "É engraçado estar neste espetáculo, porque já fui alvo de brincadeirinhas. As pessoas acham que só os gordos sofrem, nas na minha adolescência sofri demais. Era muito magra e não desenvolvi o corpo na mesma época das minhas colegas. Era uma tábua! Nenhum garoto se aproximava de mim", confessou.
Quando o assunto é autoestima, as artistas concordam. "Não faço apologia à gordura, faço apologia à felicidade. Já tive 60kg e não me sentia tão bonita. Minha felicidade não é baseada nos dígitos da minha balança. Para ser feliz, você tem que estar se sentindo bem", declarou Fabiana. "As pessoas têm que aprender a respeitar o diferente, e principalmente, se amar", completou Flávia.
As atrizes também acreditam que a humanidade do roteiro é o que chama atenção na montagem. "A peça reflete o que acontece na vida real. Sei que a minha realidade não foi esta, mas fiquei um pouco angustiada porque ouvia palavras que nunca foram ditas a mim. Mas sei que muitas pessoas passaram e passam por isto", afirmou a protagonista.
"A Joana é uma mulher traída, independente por quem ela foi trocada. Criticar a rival é uma coisa natural, mas viver essa situação nos palcos às vezes me choca. Infelizmente, a crueldade faz parte do ser humano e a denúncia, como acontece na peça, é necessária para conscientizar a sociedade.", revelou Flávia, que já saiu muitas vezes do ensaio com lágrimas nos olhos, "de emoção pelo trabalho e raiva das atitudes da minha personagem".
Para Fabiana, o preconceito nunca esteve presente em sua vida, mesmo com os quilinhos a mais. "Eu nunca sofri, por incrível que pareça. Nasci e me criei com minha família me amando, meu pai me dizendo que eu era linda. Acho que fiquei mal acostumada. (Risos)". Já para Flávia, a realidade não foi a mesma. "É engraçado estar neste espetáculo, porque já fui alvo de brincadeirinhas. As pessoas acham que só os gordos sofrem, nas na minha adolescência sofri demais. Era muito magra e não desenvolvi o corpo na mesma época das minhas colegas. Era uma tábua! Nenhum garoto se aproximava de mim", confessou.
Quando o assunto é autoestima, as artistas concordam. "Não faço apologia à gordura, faço apologia à felicidade. Já tive 60kg e não me sentia tão bonita. Minha felicidade não é baseada nos dígitos da minha balança. Para ser feliz, você tem que estar se sentindo bem", declarou Fabiana. "As pessoas têm que aprender a respeitar o diferente, e principalmente, se amar", completou Flávia.
As atrizes também acreditam que a humanidade do roteiro é o que chama atenção na montagem. "A peça reflete o que acontece na vida real. Sei que a minha realidade não foi esta, mas fiquei um pouco angustiada porque ouvia palavras que nunca foram ditas a mim. Mas sei que muitas pessoas passaram e passam por isto", afirmou a protagonista.
"A Joana é uma mulher traída, independente por quem ela foi trocada. Criticar a rival é uma coisa natural, mas viver essa situação nos palcos às vezes me choca. Infelizmente, a crueldade faz parte do ser humano e a denúncia, como acontece na peça, é necessária para conscientizar a sociedade.", revelou Flávia, que já saiu muitas vezes do ensaio com lágrimas nos olhos, "de emoção pelo trabalho e raiva das atitudes da minha personagem".
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