Luiza Possi fala ao TE CONTEI sobre carreira e amor

Sábado, 18/07/2009 - 09:30h
Tony Andrade/AgNews
Luiza Possi
Luiza Possi foi acostumada, desde pequena, ao ambiente de palcos e coxias, que sempre frequentava para fazer companhia à mãe, a cantora Zizi Possi. Aquela menininha cresceu e, hoje, cordão umbilical cortado, trilha o seu próprio caminho na música. Em entrevista exclusiva ao TE CONTEI, ela explica que a cumplicidade maternal se estende também à profissão. "Gosto de mostrar as músicas à minha mãe. Estou sempre preparada para ouvir o que ela tem a me dizer".

Em seu novo álbum, “Bons Ventos Sempre Chegam”, lançado em maio deste ano, Luiza faz uma homenagem a Zizi. “Eu nasci de noite filha de uma estrela/ A sereia canta só pra me ninar/ Eu cresci na noite como a lua cheia/ Afastando nuvem pra te iluminar”, dizem alguns dos versos de “Minha mãe”. A canção, aliás, é uma das seis faixas da autoria da moça no CD, que marca sua estreia como compositora. Ela garante que conseguiu encontrar sua identidade musical: "Faço meu próprio caminho".

A levada pop predomina neste seu percurso de uma década de carreira. É também característica do trabalho de Luiza garimpar em experiências pessoais inspiração para o seu trabalho, que, desta vez, explora traços autobiográficos em títulos como "Vou Adiante". Dizem até que esta faixa - “Já sei dos lugares onde não quero ir/ Ouvi os alarmes que disparavam em mim/ Ciladas de ontem não me deixavam ouvir/ A voz que ouvi no sonho e me trouxe até aqui” - seria um recado para o ex, o ator Pedro Neschling, com quem terminou um namoro de quatro anos no fim de 2008. Luiza não gosta de tocar no assunto, mas confirma que está solteira com um monossilábico "sim".

Leia a seguir a entrevista na íntegra.

TE CONTEI: Você acabou de participar da gravação de comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, ao lado de outras grandes cantoras, incluindo sua mãe, no Theatro Municipal de São Paulo. Como foi cantar ao lado de Rei? Quando era pequena já se imaginava fazendo isso?
Luiza Possi: Aproveitei aquele momento mágico que vou levar para a vida inteira. Aproveitei também todas as cantoras maravilhosas que lá estavam presentes. Já tinha me imaginado cantando com o Roberto, mas sem nenhuma pretensão de tornar esse sonho em realidade.

TC: Você gravou há pouco o clipe da música "Vou Adiante", de seu novo álbum, "Os Bons Ventos Sempre Chegam". Nele, ao contrário do famoso conto da literatura universal, a chapéuzinho é que vai atrás do lobo mau. Você se identifica com ela?
LP: Eu acho que hoje em dia esses papéis se invertem mesmo. Cada vez mais a mulher toma a iniciativa, enquanto o homem espera. Mas existem vários tipos de chapéuzinhos no mundo e vários tipos de lobo. Eu me identifico com essa porque "vou adiante", vou atrás do que eu quero.

TC: Você terminou um namoro de mais de quatro anos com o músico Pedro Neschling. Continua solteira?
LP: Sim.

TC
: "A vida é mesmo agora" é o título do DVD que você lançou em 2007. Você se considera uma pessoa que aproveita a vida? Por quê?
LP: Sim, aproveitar a vida é aproveitar cada momento. Estou presente no agora e tento não pensar em outras coisas para valorizar aquele momento que estou vivendo.

TC: Como sua mãe influenciou na sua carreira? Como é essa relação?
LP: Minha mãe me influenciou muito. Gosto de mostrar as músicas para ela e sempre estou preparada para ouvir o que ela tem a dizer. A primeira vez em que gravamos juntas foi no disco "Bossa". Foi um momento lindo. É muito bom estar no palco com a minha mãe.

TC: O que você acha que é a sua marca particular? O que tem de diferente do estilo de sua mãe?
LP: Eu faço meu trabalho, componho e canto. Eu sou uma pessoa e ela é outra. Faço meu próprio caminho. Eu não tenho uma definição para o meu trabalho, ele se define por si só.

TC: Em 2001, você se apresentou com a Zizi no Programa do Jô, que foi uma de suas primeiras aparições públicas como cantora. O que mudou depois disso?
LP: A partir daquele momento, as gravadoras ficaram de olho em mim, e eu acabei assinando meu primeiro contrato alguns meses depois.

TC: Como foi a sua formação musical? O que gostava de ouvir na adolescência?
LP: Eu comecei a estudar canto e violão no conservatório Souza Lima, em São Paulo. Depois fui estudar piano e aí, sim, comecei a entender melhor como funciona esse universo musical. Sempre ouvi de tudo, de Rita Pavone, passando por Geraldo Azevedo, até vozes búlgaras. Tive acesso a diferentes culturas musicais.

TC: Grande parte de sua adolescência foi em São Paulo, mas você vive no Rio há oito anos. Em sua opinião, em termos de divertimento, qual é a diferença entre as duas cidades?
LP: Adoro São Paulo, adorava sair com as minhas amigas para dançar e depois comer as melhores comidas! São Paulo tem uma moda mais formal e descolada, Já no Rio a moda é mais à vontade. Eu diria que São Paulo é salto fino e o Rio é Havaianas.

TC: Você pratica meditação? Utiliza alguns ensinamentos tibetanos em sua vida?
LP: Pratico meditação, sim, e tudo o que aprendemos não vale nada se não aplicarmos em nossas vidas. É um estilo de vida, uma escolha

Por Manoela Bowles, especial para o Te Contei

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